Ativismo Socio-Ambiental e Animal
                        Ao serviço do Eterno
   Casa      Premio Nobel
By Lou de Olivier
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Prêmio Nobel:



Tenho me mantido calada e neutra em relação a este assunto porém, hoje, preciso relatar... Alguns fatos já são públicos outros são inéditos...


Sou filha de um homem que, apesar de ter ficado órfão aos cinco anos de idade, ter passado todos os tipos de privações e injustiças, ainda assim, viu no altruísmo a razão de sua vida. Foi loteador e distribuidor do bairro de Areia Branca em Santos SP - Brasil, auxiliando muitas famílias doando-lhes moradia. Ao casar-se com minha mãe, mudaram-se para São Paulo - SP, onde fundaram os bairros de Vila Marari, Jardim Itacolomi e Jardim Jabaquara, (não precisaram invadir nenhuma propriedade alheia, ao contrário, trabalhavam vinte horas por dia, comprando tudo a prestação e construindo tudo com as próprias mãos. Assim, abriram o primeiro empório da região (empório Nardino), tiveram o primeiro posto de saúde atendendo gratuitamente a população, construiram uma vila de casas, onde forneceram moradia, água e luz além de escola e medicamentos a inúmeras famílias de migrantes que aqui chegavam. Quando uma família se equilibrava e já conseguia caminhar sem esta ajuda, desocupava uma das vinte casas destinadas à caridade e, no mesmo dia, outra família entrava... Em paralelo, cuidavam de inúmeros cachorros e gatos recolhidos das ruas... Isso aconteceu por quarenta e dois anos, desde 1951 até 1993 quando meu pai faleceu e logo em seguida, minha mãe também faleceu... mas a história e o altruísmo familiar continuam...


Já nascendo neste ambiente, tanto eu quanto meu irmão Erasmo, só conhecemos o altruísmo e a caridade, o amar ao próximo como a ti mesmo como a única forma de amor, aliás, por muitas vezes eu acabei amando o próximo muito mais do que a mim mesma, como na ocasião em que fui duplamente vítima de complicações em tratamentos estéticos, tive pena da esteticista que estava grávida, do médico que a coordenava por vir de uma família pobre e lutar muito pelo diploma, então abri mão dos meus direitos, rasguei as provas escritas, arquivei o processo e acabei sendo expulsa da portaria da clínica do médico que coordenava a rede de clínicas que me vitimou, acusada de assediá-lo ao procurar atendimento...


Invés de ficar choramingando ou cobrando algo, transformei tudo em contos, romances e poesias e fiz a ficção tornar a história mais bonita e romântica do que o foi na realidade...


Foram vários os acidentes que sofri, mas o mais grave foi a anoxia no afogamento que me deixou desmemoriada por um ano e meio e até hoje portadora de Dislexia Adquirida. Depois de ser desenganada por vinte e cinco dos melhores médicos da época, ser cortada e queimada por quarenta e nove vezes em rituais que garantiam que me tirariam os “espíritos de morto” que estavam me enlouquecendo, passar pelos piores momentos que uma adolescente pode imaginar, lutei, estudei, me usei como cobaia e acabei por identificar um novo distúrbio, justamente a Dislexia Adquirida que hoje é aceita pela Ciência da Saúde, classificada em Inglês (Acquired Dyslexia), Espanhol e Português...


Outra grave situação que enfrentei, ainda criança, aos sete anos de idade, meu tio que era viciado em maconha e cocaína tentou matar-me mas o tambor do revólver travou.. A imagem de seus olhos esbugalhados e o gatilho sendo acionado várias vezes encostado ao meu peito, invés de me traumatizar ou justificar uma posição de vítima, fizeram-me estudar e pesquisar drogas por muitos anos, atender gratuitamente inúmeros viciados e suas famílias e acabei criando um método chamado “Independência Química” pois a cura já começa pelo nome...


Fui mais longe, desenvolvi o tratamento que precisei ao me acidentar e não encontrei, a Multiterapia, escrevi os livros que gostaria de ter lido quando me acidentei, trouxe respostas que muitos pais procuram enquanto carregam seus filhos nos braços pelos corredores dos frios hospitais.



Meu irmão, por sua vez, ao sofrer um acidente automobilístico e ficar mudo por dois anos, interrompendo sua carreira de cantor e com duas vértebras quebradas, usou seu próprio acidente para estudar falhas dos automóveis e do sistema de trânsito na época, ajudou a desenvolver as regras de trânsito que hoje temos, aprendeu vários idiomas, escreveu o primeiro livro sobre Design Automobilístico e implantou o primeiro curso livre de Design no Brasil que podia ser feito presencial ou por correspondência, o precursor dos cursos online...


Juntos fomos representantes do Dia da Terra da Stanford Califórnia, criamos um jornal bilíngue que circulava em 150 países, ganhamos até o Prêmio Melhor Imagem de Marca na Espanha e, enquanto meu irmão cuidava da Divisão de Design eu cuidava da Divisão de Palco e Passarela da Manhattan Masana.


Eu que já estava me formando Bacharel em Artes Cênicas, estudava no balé mais caro da cidade e repassava tudo que aprendia para as crianças da periferia, fiquei com a fama de milagrosa já que treinava crianças e adolescentes sem nenhuma experiência nem esperança e, em um ou dois meses, os colocava no palco dançando, cantando e interpretando. E a ajuda não era só ensinando dança, desfile e dramatização, conseguimos também dentista para o elenco, distribuíamos material escolar ao elenco e ao público e foram inúmeras crianças que tiramos das drogas, da marginalidade e encaminhamos a uma vida digna.


A partir de 1993, com a morte de meus pais e por perdermos tudo que nos deixaram como herança pela má assessoria de nossos advogados, esta atuação diminuiu mas não parou. Ainda tivemos o Espaço Cultural Dra. Lou de Olivier mantendo o museu do bairro e oferecendo cursos diversos, implantando o “Eu ensino, Tu ensinas, Nós aprendemos” projeto que até hoje ocorre periodicamente incentivando o escambo de conhecimento, ou seja, para frequentar um curso, o interessado deve ensinar algo também ou, se não tiver nenhuma habilidade a ensinar, pode doar alimentos não perecíveis ou ração animal que são repassados aos necessitados.


Em minhas duas clínicas (de 2000 a 2005) e de 2007 a 2009 (em domicílio) atendi muitas pessoas que chegavam desesperadas e saíam reestruturadas, alguns casos bem graves foram as maiores mudanças de vida que pude facilitar. Uma delas que, depois de passar pelo meu tratamento até escreveu um livro, outra que entrou carregada na clínica e só falava em suicídio, meses depois virou outra pessoa, hoje mora no exterior, é feliz e realizada. Tantas outras pessoas que se libertaram de seus fantasmas e se encaminharam com meus tratamentos... E o principal,  os atendimentos eram gratuitos ou a preços populares proporcionando a toda a população acesso a terapia de ponta


Além disso, sou vegana, luto pelo direito de todos os seres vivos que tem olhos, pernas (ou barbatanas) e sentem dor, inclusive luto por uma ração vegetariana para gatos no Brasil, já que só há opção vegetariana para cães. Espiritualizei-me tanto que passei a criar mensagens e artigos reflexivos mantendo uma pequena comunidade voltada à espiritualidade. Desde 1999, mantenho um mega portal com subsites de Artes (Super Ação Máxima, CATEEM e Museu da TV), Saúde (Anoxia Perinatal, Multiterapia, Dislexia Adquirida), Veganismo Consciente (Ana Vegana), Espiritualidade que inclui Teologia, História e Arqueologia (Luz do Eterno), entre outros. Luto ainda pelos Direitos dos Autores, coordeno o E-book Solidário, com toda renda revertida à ajuda de animais e crianças abandonados e associações de ajuda a deficientes intelectuais. E meu irmão coordena o Gatomóvel (Educação Ambiental) e o Projeto Vida-Lata (animais abandonados).


E o mais incrível, tudo isso sem patrocínio nem vínculos políticos ou religiosos, em condições precárias e muitas vezes, sendo sabotados por quem se julga nossa concorrência ou, por acaso, está em situação de suposto poder...


Por tudo isso e muito mais (nem tenho como relatar tudo), eu e minha família temos tudo para ganhar não só o Prêmio Nobel da Paz mas, no mínimo, o Nobel de Medicina (afinal detectei um novo distúrbio e criei nova técnica terapêutica). Ah mas não sou Médica? E daí? Piaget era Biólogo, Matemático e Filósofo. Pierre Janet era Filósofo de formação, com Doutorado em Letras e, no segundo Doutorado, finalmente o fez em Medicina. Alfred Adler era Médico mas especializado em Oftalmologia, apesar de ter influenciado a Psicologia e até ser considerado um dos precursores da Psicopedagogia. Carl Rogers era Agrônomo, seguiu estudando História e, depois de tornar-se Pastor Protestante, seguiu pela Psicopedagogia e tornou-se Psicólogo em apenas um ano. E conta-se nos bastidores que Mélanie Klein estudou somente um ano de Medicina, abandonando o curso para seguir estudando Artes e História. E por ai vai..


Então, diante desses grandes nomes até hoje respeitados na Medicina e Psicologia, qual o problema comigo??? Estudei extensão em Neuropsicologia no departamento de Psiquiatria do HC da USP e Especialização em Medicina Comportamental na UNIFESP, serve???


Fiz questão de escrever este artigo não porque faça conta do Nobel mas pela grande quantidade de “candidatos” que surgiram anunciando a pretensão ao primeiro prêmio brasileiro e/ou foram indicados tão logo recebemos a possibilidade de sermos indicados. Antes nem se falava nisso neste país (Brazil) mas, agora, a cada dia surge um novo indicado com suas provas documentadas a altos brados. 


E, diante disso, eu me levanto pra frisar bem que há quase oitenta anos, minha família luta pelo bem-estar de todos, tão ocupada com atos altruístas que se esqueceu de fotografar e filmar porque quem faz o bem de verdade, registra no Universo não nas câmeras ou celulares. Não temos nenhum depósito de animais ou pessoas abandonados pra mostrar porque, de fato, encaminhamos todos que batem à nossa porta. 


As famílias ajudadas por meus pais hoje são bem-sucedidas, algumas empresárias outras muito bem empregadas. Muitas das crianças e adolescentes que encaminhamos na época da nossa produtora (década de 80), hoje são pais e mães de família, alguns já estão sendo avós. E até hoje, todos que nos procuram, são imediatamente encaminhados. Todos os anos eu junto roupas, livros e tudo o mais que posso doar e levo a igrejas, templos, centros, associações, cada ano a um local diferente e não pego nenhum comprovante nem deixo meu nome ou tiro fotos pra “provar” o que faço...


Enfim, nossa maior prova é o bem-estar de todos que encaminhamos nesses anos todos, nossa maior recompensa é poder dormir em paz e nosso maior prêmio está acima deste planeta. E, se nenhum humano reconhecer nosso valor, ELE, o NOME acima de todo nome, que tantos bradam mas raros conhecem de fato, nos reconhece. A mim isso já basta. Eu já ganhei todos os prêmios Nobel da Paz, da Medicina, da Ciência, da Consciência e, acima de tudo, do Amor Universal...


 

Dedicatória:
Dedico este artigo aos verdadeiros heróis que nascem e morrem no anonimato, aos que negaram-se a participar de farsas, denunciaram, renunciaram ou foram covardemente mortos (ou afastados da sociedade) por estamparem a verdade. A história por trás da História que precisa, deve e virá à tona para que os verdadeiros príncipes e reis tomem o poder, os oprimidos sejam libertos e os opressores caiam em definitivo!